Apenas três fotografias, para um dia de casamento na Quinta da Ramila

RESUMO pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Voltando àquela conversa, entre fotógrafos de casamentos, sobre quantas fotografias são necessárias para contar uma história de casamento, lembrei-me de escolher três fotografias, do lado da noiva, que me fizessem lembrar esse dia. A mim, o fotógrafo que esteve lá, no casamento. Como não sou pessoa de racionalizar no que diz respeito ao que se me apresenta diante dos olhos, olho, vejo e escolho. Assim fiz.

Um espelho com a bela trança da noiva. Os sapatos dela. Os da cerimónia e os da festa. A noiva vestida de vestido. Como é evidente, não contam a história a ninguém que lá não estivesse, até porque ninguém, a não ser o fotógrafo de casamento, passa por todo o processo. Estas fotografias são só para mim. Se são as mais bonitas do dia? Não. As mais importantes? Nem pensar. Têm alguma arte intrínseca? Não me parece. Então?

Simplesmente gosto delas. Talvez porque representam passos do meu caminho de fotógrafo de casamento, num dia cobertura. As vezes que fotografo noivas a serem penteadas, lhes fotografo sapatos ou de vestido no corpo de modo a já serem noivas para qualquer pessoa que as veja por onde passam. Fazem-me lembrar que, por mais que fotografe momentos destes, trago sempre comigo coisas diferentes. Ou porque não têm tranças, ou porque o espelho é redondo, os sapatos estavam noutro lugar e a posição da porta obrigou a um ângulo diferente. Talvez. Mas o mais importante, para mim, é saber que estas fotografias são únicas, impossíveis de repetir noutro lugar.

Trança da noiva num espelho segurado por duas mãos, na preparação para o casamento.
Sapatos da noiva, de cerimónia e de festa, junto de um arranjo de flores.
Noiva quase pronta, vista de fora da sala onde se encontra, quase de saída para o casamento.

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