O fotógrafo de casamento em Portugal, os convidados e as razões porque lá estão

Em frente do altar da igreja, o casal de noivos num momento de introspecção numa parte da cerimónia, captados pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Os momentos de atenção. Cerimónias, como a de casamento, tem a capacidade de despertar nos que nelas participam três tipos de atitude conforme o seu grau de interesse, participação ou razão. Há sempre lá um grupo de pessoas que vão achar que foi muito rápida e proveitosa, um outro que não soube muito bem o que ali se passou porque aproveitou, só está ali porque o(a) convidaram, para pensar noutras coisas e ainda outro que eh pá quando é isto acaba, já não há paciência. Não quero com isto dizer que os convidados de um casamento estão ali, na cerimónia, por obrigação e não liguem nenhuma a uma coisa que empenhou tão fortemente o casal que os convidou. Nada disso, mas as coisas são como são e, de facto, os convidados só ali estão por causa deles, do noivo e da noiva e desde que saiam dali casados para eles celebrarem e festejarem é o que lhes interessa. A sua felicidade está na felicidade deles.

Lembro-me de uma vez quando fui fotógrafo de casamento para um casal no Algarve, numa pequena aldeia de que não me lembro o nome e durante a cerimónia do casamento achei tão poucos convidados na igreja local. Tinha-me dito que eram uma quantidade razoável de convidados e, mesmo sem ter tempo para uma contagem que essa não era a minha função, não batia certo. Com o sim dado e santificado pelo padre, inspirado em farta e fecunda homilia, garantida pelo fotógrafo de casamento a história do momento e, como faz parte do ritual os noivos saem da igreja, correndo o fotógrafo para ver as fotografias que lhe ofereciam a sair pela porta da igreja e, estupefacção, uma praça cheia de gente que os, aos noivos, inundaram de flores de todas as cores e feitios, arroz que por acaso encheu o saco das ferramentas do fotógrafo de casamento que se esqueceu de o fechar, e um abraçar e beijar estou tão feliz por ti espero que seja para toda a vida que nunca mais acabava.

É só dizer que num casamento tenho sempre a certeza que, sem hesitação, todos ali estão pelos noivos mas uns, convidados, estão mais pela cerimónia, outros pelos beijos e abraços parabéns é por vocês que aqui estou e outros porque um bom almoço bem regado no meio dos amigos não pode dar melhor celebração. Ora é por todos eles que o fotógrafo de casamento também está feliz por ali estar. Poder captar a atenção, e emoção, de uns na cerimónia, a entrega, por amor, de outros na celebração e, ainda, outros na satisfação da festa e na confraternização da amizade. É essa diversidade que entrega ao fotógrafo de casamento, sempre, uma história com todos os elementos que ela deve ter para ser contada e não uma narrativa monocórdica mais destinada a dar sono mesmo que as fotografias seja as do fotógrafo de casamento. Boas, claro.

A noiva, sentada e de bouquet na mão, olha com atenção para o padre, fora da fotografia, durante a homilia, conforme a viu o fotógrafo de casamento em Lisboa.

O noivo olhando e escutando com atenção o padre na homilia, durante a cerimónia, enquadrado pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

As mãos da noiva no momento em que entrega a aliança do casamento ao noivo, captadas pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Os noivos saem da igreja sob grãos de arroz e pétalas atiradas pelo seus convidados que os esperavam na porta, pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Nota: por respeito ás regras do direito de imagem as fotografias que ilustram o texto são dos noivos e não dos tais convidados. É pena, mas é assim.

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