O menino na festa do seu batizado, seguro pelas mãos do seu avô, pelo fotógrafo de baptizado.

As mãos do fotógrafo e as outras, no batizado

DE MÃOS PARA MÃOS pelo FOTÓGRAFO DE BATIZADOS

O menino na festa do seu batizado, seguro pelas mãos do seu avô, pelo fotógrafo de baptizado.

As mãos. Têm sido homenageadas em poemas, em canções e, muitas, em fotografias. As mãos são todas diferentes de feitio e de caracter. Há mãos para segurar, mãos para acariciar, mãos para levar e mãos para trazer, mãos para dar e outras para receber. Muitas vezes, dou por mim a observar mãos por todas essas razões e porque tenho uma máquina fotográfica nas minhas mãos, não fosse eu fotógrafo de batizados.

O Miguel está, de certeza, em boas mãos. O Miguel ainda precisa de mãos que o amparem, que o sigam no seu, já desenfreado, sentido de curiosidade que o pode levar a coisas perigosas se não forem boas mãos para o apanhar, segurar e guiar. O Miguel foi visto pelo fotógrafo de batizado a querer deixar as mãos do avô para as do pai mas ainda não sabia fazer o caminho sem mãos. Mas sabia que elas iriam com ele e foi, até que encontrou outras mãos que o cuidaram a partir daí.

O Miguel não vai lembrar-se desse caminho, para ele enorme e difícil. Mas o Miguel poderá ver as fotografias desse dia, que o fotógrafo de batizados fotografou dele e para ele, para outro dia, lá longe, saber que passou de mãos para mãos que nunca deixaram de o guiar e receber todos os dias. Foram, também, as mãos do fotógrafo de batizado a segurar na camera que guardou o Miguel, as mãos dele e as outras mãos que estavam com ele. As minhas ficaram muito satisfeitas por terem conseguido isso. Eu também.

O menino com o seu avô, durante a festa do batizado.
O avô guia o seu neto durante a festa do batizado.
Mãos do avô entregam o menino, durante a festa do seu batizado, às mãos do pai.

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