A filha dos noivos com um grande Rato Mickey ao colo, dirige-se à mesa da cerimónia na Adega Regional de Colares, à frente da mãe e dos avós, pelo fotógrafo de casamento em Sintra.

Fotógrafo, nuvens e casamentos

NEM SEMPRE pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

A filha dos noivos com um grande Rato Mickey ao colo, dirige-se à mesa da cerimónia na Adega Regional de Colares, à frente da mãe e dos avós, pelo fotógrafo de casamento em Sintra.

A luz que se deseja ou o dia em que as nuvens resolveram gozar com o fotógrafo de casamento. Quando cheguei, como combinado, à Adega de Colares naquele fim de manhã tudo estava como eu gosto quando vou fotografar nas faldas da Serra de Sintra.

Céu nublado sem desejos de chuva, daquele nublado de luz suave muito limpa que há muito por ali e local perfeito para usufruir daquele ambiente que só por aqueles sítios se apanha. É claro que comecei logo a imaginar como seria o resultado, aquelas fotografias cheias de meios tons, de contraste suave deixando ler tudo o que está no sítio e com aquelas gradações que o preto e branco tanto gosta, e eu.

Entretanto fui ter com a Elisabete e o Pedro enquanto se aperaltavam para o grande momento e perdi a noção do que o sol, as nuvens e o vento estavam a inventar.

O que eu não sabia é que, por alguma razão, uma das nuvens que me viu todo contente com o que ia esperar para fazer bem o meu trabalho, resolveu embirrar comigo e, sabe-se lá porquê, convenceu o vento para empurrá-la e as suas amigas de modo a que assim voltei, e já em tempo me preparar para que o cerimonial começasse, o sol, que tudo pode e tudo permite inclusive fotografar, estivesse brilhante, rijo e a gerar algumas coisas que fotógrafo em casamento sem sempre gosta:

Sombras muito marcadas, brancos já em risco de desaparecerem queimados, olhos fechados e aquelas caras, o meu principal assunto e interesse com emoções tão amigas das minhas lentes, um pouco contorcidas pelo incómodo por todas elas, as caras, que, apesar de o adorarem nas praias, não fazem muito boa figura quando sentadas em frente a mesa cerimonial, onde um sim muito importante irá ser dito, e levam a que o fotógrafo de casamento tenha que estar muito mais atento e aproveitar alguns intervalos para que, ao mostrar o que dali retirou, não venha a dizer que a culpa foi do sol e…da falta de nuvens.

No entanto, como sempre, o trabalho fez-se e alguma experiência com estas malandrices, daquelas manchas que voam por cima de cerimónias de casamento em dias de Verão, já fizeram com que o fotógrafo de casamento não se deixe apanhar em falso e perca genica.

Antes pelo contrário. Quanto mais difícil, maior o desafio. Um acerto no ângulo da toma, menos de frente e mais de lado, espera, espera…agora e outros pequenos truques fazem com que a cerimonia do sim não fique por levar, para recordar depois. É evidente que o fotógrafo gostaria que aquilo que ele sabe que lhe fará o trabalho mais consoante o seu género, seria o que gostaria de encontrar sempre que para lá vai e começa o que lhe compete.

Mas a natureza não está lá para ele e que remédio terá a não ser afinar métodos e truques para não deixar de cumprir, como sempre tem acontecido. Mas…assim que terminou a cerimónia, a minha amiga nuvem deve ter dado ordem às amigas que vinham atrás para virem mais depressa e a luz ficou como o fotógrafo de casamento desejava.

Pois….

A noiva, entre os seus pais e de mão dada com a sua filha pequena, caminha por entre os convidados, na direcção da mesa da cerimónia do casamento na Adega Regional de Colares.
O noivo, de costas, recebe a noiva, junto com o seu pai, na mesa da cerimónia do casamento na Adega Regional de Colares.
Os noivos com a conservadora oficiante da cerimónia do casamento, sentados na mesa debaixo de uma pérgula na Adega Regional de Colares.
O espaço da cerimónia do casamento com todos os presentes na Adega Regional de Colares, com as árvores em volta.

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