Vista por entre decoração do salão de beleza, uma mão passa um pincel espalha pó de maquilhagem no rosto da noiva, numa composição do fotógrafo de casamento em Lisboa.

O fotógrafo de casamento em Lisboa como uma criança à procura de novidades

AS BRINCADEIRAS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Vista por entre decoração do salão de beleza, uma mão passa um pincel espalha pó de maquilhagem no rosto da noiva, numa composição do fotógrafo de casamento em Lisboa.

Há coisas, ou momentos, que se passam comigo, e não só como fotógrafo de casamento, que de vez em quando me dão que pensar.

Ainda não descobri se o sou como um profissional, que tem como função recolher cópias em duas dimensões, a que usam chamar de fotografias, de um acontecimento a que fui chamado, ou se me aproveito disso para continuar a ser a criança que deveria ter ficado, há muito, lá para trás quando tudo era uma brincadeira que me servia para ser a criança que é feita para brincar e, com isso, ir ganhando habilidades para conhecer e usar o mundo que irá descobrindo, quando já a criança tiver ficado lá para trás.

Dizem que se chama a isso crescer. Deve ser, porque a partir de certa altura já me diziam que já não tinha idade para brincadeiras, o que era coisa que me fazia grande confusão, mas parece que era assim, paciência.

O grande problema, se for, é que passado todo este tempo que já tenho, depois de ter sido a criança que só gostava da brincadeira, dou por mim sem saber, se em dados momentos em que estou de fotógrafo de casamento, se me estou a comportar como o profissional encarregado de copiar os tais acontecimentos que irei entregar como fotografias, especialmente dentro de um livro que contará a história deles, dos acontecimentos, ou se estou, de novo, ou ainda, a ser a criança que brinca descobrindo sempre novos pontos de vista, que explora todos os enquadramentos possíveis, que caça, em vez de gambozinos imaginários, sorrisos ou, como o fotógrafo de casamento gosta de dizer, estados de rosto.

O que me espanta, com o espanto da descoberta, é que me parece que a criança não ficou lá para trás no tempo em que as brincadeiras eram tudo o importava, mas a sinto todos os dias em vou fotógrafo de casamento e me divirto, que me desculpem os que acham que só com sacrifício a verdade das coisas ganha importância, nessa demanda pelo que encontrarei a espreitar pela frincha da janela, por entre as flores do vaso ou da prateleira das lacas da cebeleireira, a ver o que resulta, em fotografia, claro, dos noivos no altar por entre aqueles dois candelabros com velas enormes mesmo ao lado da mesa do altar ou, em desafio com meia dúzia de convidados que não param quietos e que quero que me façam uma moldura para o rosto da noiva, que conversa com eles e está de sorriso lindo.

Por mais que queira ser o profissional crescido, e responsável pelo que me foi confiado, talvez, mesmo sem o querer, vos tenha enganado, meu adorado casal. Parece-me, pela minha análise, que, afinal, o fotógrafo de casamento está ali para se divertir numa brincadeira a que não consegue resistir.

Mas, compreendam, é para o vosso bem.

Numa composição do fotógrafo de casamento em Lisboa, a noiva por entre as prateleiras do salão de beleza quando se prepara para o casamento.

Já quase penteada e maquilhada o rosto da noiva vista num espelho do salão de beleza, conforme a viu o fotógrafo de casamento em Lisboa.

Retrato na noiva, num espelho rectangular segurado por duas mãos, com o penteado e maquilhagem prontos, no salão de beleza e vista pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

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