Emoldurados por objecto na mesa da cerimónia de casamento no Palácio dos Condes de Óbidos, os noivos sorriem com atenção ao que diz a conservadora, pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

O fotógrafo de casamento em Lisboa e o tempo das suas fotografias

AS FOTOGRAFIAS E O TEMPO pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Emoldurados por objecto na mesa da cerimónia de casamento no Palácio dos Condes de Óbidos, os noivos sorriem com atenção ao que diz a conservadora, pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Há histórias que contei nas fotografias que tenho feito como fotógrafo de casamento que, volta e meia, quando ando pelos meus arquivos pelas mais variadas razões, ou porque quero algumas para um novo artigo no blog, ou porque me lembrei que naquele casamento experimentei uma coisa que quero rever e talvez me venha a fazer falta, ou porque, e acontece-me, alguma nostalgia me obriga a ir lá atrás e ver se o que pensei vir a ser uma fotografia, ou uma história, que julguei resistir, ou permanecer, no tempo aconteceu de facto. É por isso que em vez de só fazer artigos com fotografias dos últimos casamentos dou por mim a usar, outra vez, o material já mostrado noutra altura, aqui.

Talvez seja o meu principal motivo e que me move no trabalho. Só dei por isso quando um colega me chamou a atenção. O que é verdade é que, primeiro sem o saber, eu tinha essa preocupação. Nunca me importei se o meu trabalho não seguia a moda do momento, se usava as cores que agora se usam, se usava as lentes que dá para aqueles efeitos que, agora, são trend ou se o meu adorado preto e branco estava no tom ou contraste que se vê nos blogs dos meus colegas ou dos, das, especialistas no assunto dos casamentos. É claro que vejo, é claro que gosto de saber o que se passa mas, por qualquer razão, só uma coisa me move quando vou desenvolvendo o meu trabalho além da obrigação de ter que saber contar uma história em fotografias.

O tempo. O tempo é a única razão por que sou contratado para fazer a cobertura de um casamento. O tempo que o conteve e todo o tempo que passará depois dele. Principalmente este último. Sei que, quando fotógrafo do casamento, tenho que o levar, ao dia do casamento, para outro tempo que já não o tempo do dia, do casamento. Um tempo a que chamamos futuro que gosta, nestas coisas, de volta e meia, parecer que gosta de ter aquele tempo, que passou, para sempre presente cada vez que as fotografias que de lá vieram se apresentem aos olhos dos que lá estiveram e foram personagens principais como noivos, pais, padrinhos e convidados em geral.

Por isso, gosto de voltar ao passado para ver se ainda está bem presente e se me sossego por ver que o será, também, no futuro. Sossego por saber que quem me contratou também venha a ter essa sensação, boa acho eu, de ter sempre o seu passado bem presente no futuro. E só as fotografias são capazes de fazer isso, e o fotógrafo de casamento sabe-o bem.

O noivo sorri pela antecipação da chegada da noiva ao Palácio dos Condes de Óbidos para a cerimónia, visto pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

A biblioteca do Palácio dos Condes de Óbidos durante a cerimónia do casamento, com os noivos e os convidados.

Os noivos, sentados na grande mesa da biblioteca do Palácio dos Condes de Óbidos, em frente da oficiante e vistos por alguns dos convidados, pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Os noivos em frente da oficiante, na mesa da cerimónia do casamento, com alguns convidados em fundo assistindo, vistos pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Leave a Comment

  • (will not be published)