Depois de penteada e maquilhada a noiva abraça a sua madrinha do casamento, entre as outras pessoas presentes na sala, vistas pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

O fotógrafo e a felicidade dos que estão no casamento

ESTIVEMOS FELIZES pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Depois de penteada e maquilhada a noiva abraça a sua madrinha do casamento, entre as outras pessoas presentes na sala, vistas pelo fotógrafo de casamento em Lisboa.

Ainda há poucos artigos atrás escrevi sobre o meu gosto pelo retrato.

Tanto falo daquele retrato encenado, onde o fotógrafo de casamento decide qual é o melhor espaço para vestir o, os, retratado, de onde vem aquela luz que vai fazer a diferença ou qual a pose que melhor serve para um resultado digno da ideia de retrato, como daqueles pedacinhos de realidade que, com a sua máquina fotográfica e lente escolhida para o efeito, vai encontrando e recortando como se fosse artista plástico que encontra nos pedaços de jornais e revistas os recortes que vão fazer o todo, que será a sua obra final.

No caso da fotografia de casamento o que interessa é conseguir, com todas elas, uma história como se cada uma fosse aquele plano desenhado para depois filmar e editar, resultando o filme que nos encanta pela história que conta.

Nada me dá mais prazer do que fotografar. Claro que excluo as minhas relações familiares, como se entende. Quando estamos felizes nem damos por por isso.

Penso, infelizmente, que só sabemos que somos felizes depois de o termos sido, porque enquanto o estamos a ser e, se for uma felicidade genuína, nem nos apercebemos da sua existência. Ela, a felicidade, é-nos tão leve que nem damos por ela. Muitas vezes, só muito depois nos apercebemos que nos bafejou.

Fotografar, para mim, é assim. Enquanto o faço é como se entrasse num universo especial onde, sem exagero, o meu tempo e o espaço pertencessem ao espaço e ao tempo dos outros que por ali andam e eu sou como que uma entidade invisível lhes vai retirando pedacinhos que depois lhes vou entregar e lhes proporciona um bocadinho de felicidade, também. Pelo menos é assim que o imagino, quando sou o fotógrafo do casamento.

No fundo, gosto muito de saber que a felicidade dos outros é a razão da minha. O dia de um casamento é, tanto para o casal em causa como para os que eles entenderam que lá estivessem, um dia de grande felicidade.

Mas, se a minha teoria da felicidade estiver correcta, nenhum deles se está aperceber disso nesses momentos que se sucedem sem parar desde o primeiro gesto nas preparações dos noivos até ao atirar do ramo da noiva às solteiras que lá estão já em hora de despedidas.

Só, depois, quando já toda aquela ebulição pertencer ao passado é que se começam a aperceber do bom que soube e da sua intensidade, talvez, precisem de alguma coisa que lhes garanta que aconteceu, mesmo. É aí que a felicidade do fotógrafo de casamento, o tal que não dá por isso enquanto é feliz, garantiu que a felicidade dos noivos, e dos outros, que, agora, não possa ser posta em dúvida, que foi real e indubitável.

É por isso que quero sempre voltar a ser feliz, mesmo que só dê por isso depois. Sem duvida nenhuma.

Durante a preparação da noiva para o casamento, um menino junto do vestido da sua mãe.
Um menino aproveita para comer, sentado num sofá e entre outros convidados, enquanto a noiva se prepara para o casamento.
A mãe da noiva observa durante a preparação da sua filha para o casamento.
Três crianças junto de duas senhoras sentadas num sofá, esperando que a noiva fique pronta para o casamento.
Uma senhora oferece um doce a um menino sentado ao colo da mãe, enquanto esperam que a noiva fique preparada para o casamento.
Durante a preparação da noiva para o casamento, um pai penteia o seu filho pequenino.

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