O fotógrafo e as gotas da chuva, num casamento

JORNADA pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Voltemos um pouco atrás, como se de uma analepse num filme se passasse, e, de novo, na ida para o casamento, propriamente dito. Não é que, para o fotógrafo de casamento, o casamento não comece assim que o primeiro click de uma das suas máquinas fotográficas se ouça, normalmente em casa do noivo, para não dizer, assim que sai de casa, pela manhã. Repito, algumas destas fotografias já devem estar num artigo, algures lá para trás, mas, nesta nova recolha de fotografias para artigos no blog, não resisti.

Ainda me lembro daquela chuva miudinha, que parece que não molha mas que, depois de um número considerável de passos, já ajudava uma lareira para ajudar a evaporar gotas de chuva já a fazer sentir que o fotógrafo de casamento pesa um pouco mais do que quando começou a caminhada. Mas, não sei porquê, parece-me que se não fosse ela, a chuva, não me tinha ficado tanto na lembrança. A nossa memória tem destas coisas e faz destes pormenores referência quando nos queremos vangloriar de um trabalho feito com heroicidade e que saiu bem, ou então, lugar para algum exagero por parte de fotógrafo um pouco vaidoso.

Mas o que me interessa é que, de facto, essa chuvinha me ofereceu a possibilidade de tomas de vista fora do comum e a única coisa que tenho pena são as fotografias que, ainda, ficaram de fora. Mas, como tudo na vida, não se pode aproveitar tudo e quando o que se conseguiu valeu a pena, então o fotógrafo de casamento cumpriu bem a sua obrigação. É engraçado como entre tantos casamentos que já fotografei me lembro, muitas vezes, deste, por mais que não seja para contar uma história entre as muitas que os casamentos proporcionam. Não que tenha sido melhor que os outros, mas em nenhum deles antes , ou depois, me voltei a molhar assim, sem que me tenha passado pela cabeça desistir. Só isso.

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