O fotógrafo e os prazeres dos outros no dia do casamento

POIS, NÃO SE DEVE TER pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Não posso, nem devo, falar pelos outros fotógrafos de casamentos mas, eu, ás vezes, sofro de um defeito, que não devia, mas que me dá muita ajuda. A inveja é uma coisa muito feia. Sem dúvida nenhuma, mas não deixo de sentir uma ponta dela quando, numa sala onde é suposto as pessoas se divertirem, vejo toda a gente com mais ou menos jeito a dar largas ao pezinho sem se ralarem, se sai bem ou mal. É que eu, com danças, dou-me muito mal e tenho sempre um muito pouco à vontade no que toca a mostrar os meus dotes publicamente. Aqui só sou um bocadinho invejoso. Mesmo um bocadinho.

Agora onde eu sou mesmo muito invejoso é quando vejo, ou melhor oiço, alguém com instrumento musical, seja guitarra ou piano, bateria ou saxofone e por aí fora, dar largas ao discorrer de notas musicais que conseguem fazer os que não tocam, pular e saltar em forma de dança. Então, se cantam é uma desgraça. Porquê eles e eu nada. Não tenho jeitinho nenhum. Se canto mandam-me calar, se finjo que toco riem-se de mim. Uma tristeza.

Mas a minha inveja é boa. Porque dá-me para me divertir a ver os outros serem felizes a dançar e a usufruir, com bastante prazer, com o que fazem os dos instrumentos musicais e os que cantam. Depois, sou fotógrafo de casamento onde isso acontece com frequência e onde, garanto, nenhum deles se diverte mais do que eu, a fazer o que fazem. Posso ver dançar e gostar. Posso ouvir música e gostar. Mas se estiver a fazer isso e a fotografar não há ninguém, naquela sala, mais feliz do que eu. Nem os noivos, que acabaram de casar.

Saiba como é o método de trabalho do Fotógrafo de casamento, procure algumas respostas ou conselhos que possam ajudar a programar o dia do seu casamento

Fotografias de momentos de dança, num casamento no Vila Galé Hotéis em Paço de Arcos, Lisboa

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