O fotógrafo e quem o chama, num casamento na Quinta Nossa Senhora Auxiliadora

OLHA EU OUTRA VEZ pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO EM LISBOA

Eram duas irmãs. Tão iguaizinhas que o fotógrafo de casamentos não dava pelas diferenças.. Se não fosse uma pequena mancha numa bochecha de uma, por causa do sol da praia, nunca saberia qual delas estava sempre a jeito para que a fotografasse. Nunca pediu, nunca me puxou pelas bainha da perna direita das minhas calças, como fez aquela menina, no meu primeiro casamento como fotógrafo, olha agora eu quero depois de ter fugido das minhas lentes o dia inteiro. Já contei isso aqui.

No entanto, arranjava sempre maneira de fazer as suas brincadeiras num raio de acção que lhe dava a certeza que volta e meia daria por ela. Depois, sabia fazer isso bem. Não fazia aquelas posses que as crianças, e mesmo as outras, tem o hábito de fazer para fotografar. Deslizava, rodopiava, fazia aqueles olhos a dizer estou aqui, não te esqueças de mim. O fotógrafo de casamento, como não gosta de facilitar as coisas, fingia que nem sempre dava por isso, mas não era por maldade. Por um lado, também tinha muitas outras pessoas para fotografar e, por outro, queria coisas que fossem genuínas.

Sei que a outra mana não se irá queixar de ter ficado de fora da atenção do fotógrafo de casamento, não ficou. Mas se não fosse a sua mana talvez isso tivesse acontecido ou, pelo, pelo menos, daqui a alguns anos não teria tantas recordações do casamento dos pais num dia que foi de festa para eles e para elas. O fotógrafo de casamento sorri imaginando que um dia destes, já mulheres, talvez em vésperas do seu casamento, revejam essas fotografias com um grande sorriso. É para isso que ele serve.

Menina, num casamento, a brincar no baloiço e empurrada por outra.
Menina, filha dos noivos, com um copo e um coração de balão nas mãos, a sorrir e de cara pintada.
Menina de cara pintada numa festa de casamento e a sorrir, com as mãos na cabeça.

Share This:

Leave a Comment

  • (will not be published)