Sentada e de dedo a na boca, a menina sendo vestida para a cerimónia e festa, pelo fotógrafo de batizados.

O fotógrafos e os desafios nos batizados

O GOSTO PELO IMPONDERÁVEL pelo FOTÓGRAFO DE BATIZADO

Sentada e de dedo a na boca, a menina sendo vestida para a cerimónia e festa, pelo fotógrafo de batizados.

Nada me é mais difícil de imaginar à priori, enquanto fotógrafo num batizado, do que a cobertura da preparação de uma criança que irá ser baptizada dali a poucas horas. Explico porquê. Como aqui é escrito tantas vezes, sabem que também também fotografo casamentos.

Também já escrevi que uma das coisas que me motiva é a imponderabilidade do que vou encontrar, para poder ir guardando nos meus saquinhos que são as minhas máquinas fotográficas. Sei que, na generalidade, vou encontrando o que se encontra na generalidade dos casamentos e dos batizados. Não há muita diferença entre uns e os outros.

Podem mudar o feito das casas, das igrejas, das quintas e salas de festa mas o que lá se passa é sempre o mesmo. Mas ficamos por aqui. Sempre que encontro pessoas a fazer alguma coisa, a forma como o fazem é irrepetível e é nessa característica que assenta o meu gosto e no desejo constante de estar sempre a fotografar estes eventos, os casamentos e os batizados.

Mas há uma grande diferença entre ser um noivo ou uma noiva, e escrevo agora sobre enquanto se preparam para ir, nos penteares, nos vestires e aquelas pequenas coisas que os rodeiam, e uma criança, muitas vezes ainda com pouca experiência de o ser, para quem toda a experiência do fotógrafo nos casamentos não serve para nada.

Com elas, as crianças, eu não consigo prever qual será o próximo gesto, qual é o melhor ponto de vista porque rapidamente teria que ser a cento e oitenta graus dali, teria que ser de um ponto baixo ou, pelo contrário, todo esticado e a desejar ter sido jogador de basquetebol para poder ir roubar aquele detalhe que ela me soube oferecer para uma boa fotografia.

Não leiam os dois primeiros parágrafos e fiquem apensar que para o fotógrafo é um problema fazer a aproximação fotográfica um dia de batizado.

Antes pelo contrário.

Além de ser um desafio maior, há momentos em que a criança resolve ser minha amiga e, para espanto meu, quando, no sossego da minha secretária, verifico que, afinal, foi muito melhor do que eu poderia pensar antes de começar.

Por outro lado é um prazer redobrado porque fotógrafo que se preze nunca gosta das coisas fáceis. Ele gosta de ser desafiado pela natureza, se for ela o seu assunto, pela luz que é ela a sua principal ferramenta ou pelas pessoas e especialmente aquelas que ainda quase não têm experiência nenhuma de o ser.

No meu caso, as últimas são o meu melhor desafio e estarei sempre pronto a partir de saco cheio de máquinas e lentes para voltar com elas cheias de grandes ofertas que elas, as crianças, a caminho do seu baptizado, tiveram a bondade de me entregar.

A Leonor não foi excepção. Sem dúvida.

A mãe e o pai, delicadamente, entregam-se ao trabalho de vestir a sua menina para o batizado.
No meio da mãe e do pai que sorriem deliciados para ela, a menina, pronta para ir para a cerimónia, olha para o fotógrafo do baptizado em Sintra.
O pai brinca com a sua pequenina filha à palminhas, enquanto esperam para partir para a cerimónia, captados pelo fotógrafo de baptizados em Sintra.
Um braço de mãe segura a sua filha pequenina enquanto espera para ir para a igreja onde será a cerimónia, visto pelo fotógrafo de baptizado em Sintra.

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