O Livro do Casamento

Construí o meu álbum de casamento como um livro de fotografia que conta uma história. Melhor ainda que conta vários capítulos de uma história a ser contada a quem vem, como testemunho de quem esteve. Como sou fotógrafo, e com qualquer fotógrafo que tenha gosto no que faz, desejo que sejam as minhas fotografias, sem usurpações nem cortes, as rainhas deste livro grande que conta a história do dia do casamento de quem teve a gentileza de me convidar a preenchê-lo.

O meu sonho, o sonho grande que me motiva em todos os aspectos do processo até vir pronto do laboratório, é poder imaginar que no tempo que vai vir na vida de quem o leva muita gente possa dizer, de olhos satisfeitos enquanto o folheia, que lindos que vocês estavam nestas bonitas fotografias. Imaginar que, talvez descendentes daqueles que o levaram de mim como pintura que vai de pintor que a não gosta de a entregar, venham a dizer uma coisa bonita, uma palavra dirigida a quem as lá colocou, uma perto da outra de modo a, também elas, ficaram bonitas entre si e, como a vida, tenham um passado e um futuro naquele descrever de dia rápido e poderoso. Dá-me vontade redobrada em fazer tudo por tudo para que esse desejo possa ter realidade algumas vezes.

Desde que me despertei para fotografia que as revistas e os livros foram o meu sustento e alicerce do que vou tentando fazer. Por isso gosto mais de chamar aos meus álbuns de livros. O Livro do seu Casamento. O livro que conta o dia do seu casamento. Acho bonito. Por isso deixo que as minhas fotografias se deitem em bela cama da primeira à ultima página. Estas são, para mim as páginas mais importantes do Livro de Casamento. A que abre e apresenta e a que fecha e deixa transparecer que a partir dali outras histórias vão acontecer e a maioria apenas vai ficando impressa na melhor base que se possa desejar: a memória de quem as vive.

Aqui seguem algumas dessas primeiras e últimas páginas de álbuns, perdão, livros de casamento de alguns que se me ofereceram a fotografar. Noivos bonitos que me deram aquele momento que apanhei e transformei em papel impresso que se pode tocar como gostamos de fazer às coisas que amamos e que fará parte de muitas prateleiras até que um dia poeirentas despertem os olhos de quem as deitou de novo à luz. Esse é o meu sonho.

Texto e Fotos: Fernando Colaço

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