Ver, olhar e enquadrar na fotografia de casamento

FOTOGRAFOS DE CASAMENTOS e A BELEZA DO ENQUANDRAMENTO

Costumo dizer, em conversa sobre o meu trabalho, que passo o dia a transformar o caos em harmonia. Quando o fotógrafo de casamentos vai passando pelos vários locais onde o dia do casamento vai acontecendo as coisas não são as mais harmoniosas que possamos imaginar. Desde o movimento descontrolado das pessoas envolvidas no processo como, pelo menos na preparação das noivas, o espaço envolvido nas várias ocupações, pela confusão que os costuma envolver, não é o mais agradável para transformar em fotografias que se querem…bonitas.

Mesmo um espaço como uma Igreja escolhida para cerimónia, por mais bela que seja, nem sempre acolhe nas melhores proporções quem dela irá usufruir para momentos de grande intensidade sentimental e emocional. Nem sempre o altar está na medida certa com o local onde ao casal foi indicado para receberem a benção que ali foram buscar, a porta grande e ultra luminosa não se fecha e a luz entra tonelosa, com intensidade que não se deseja em local mais indicado à serenidade e a alguma meditação ou, por ordem de quem ali manda, os fotógrafos de casamentos não podem procurar os pontos de vista para que ali foram mandatados.

Cabe, por isso, ao fotógrafo procurar acertar no pequeno rectângulo luminoso, que lhe dá a visão do mundo desse dia, os pedaços com que vai recortando aquele todo por vezes…caótico e confuso. Os fotógrafos, os de casamento e os outros, chamam a esse processo enquadrar. É isso que os faz correr todo o dia e por isso é natural que a sua memória seja como as que as suas máquinas de fotografar vão construindo, de rectângulo em rectângulo e cada um com o seu pedacinho. Na gíria dos fotógrafos de casamento há quem lhes chame momentos. Muitos.

Share This:

Leave a Comment

  • (will not be published)