Como o fotógrafo vê o que vê, num casamento

ESPREITAR pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Bem, é evidente que os fotógrafos de casamento não o fazem por causa de uma mania ou mesmo por acaso. Estas fotografias que mostro como se estivesse a passar pela porta, ou janela, e deparasse com uma noiva em fase de preparação, ou já pronta, de certa maneira já estão feitas antes de o serem. Ou seja, faz parte da forma do fotógrafo de casamento abordar a cobertura. Sair da cena principal e, depois, tentar encontrar formas de a ver, fotografar, estando, mesmo, do lado de fora.

Como não tem uma visão, nem as suas câmaras fotográficas, capaz de ver através das paredes e das portas, o fotógrafo de casamento vai aproveitar as frinchas das portas, janelas meio fechadas ou espelhos de viés. Devo dizer que costumam ser soluções muito minhas amigas, permitindo resultados e vistas mais ou menos imaginativas e fora da visão normal para fazer uma fotografia.

Costumo usar uma expressão que gosto muito. Vestir uma fotografia. É isso que ando sempre a tentar fazer. Encontrar elementos que rodeiam a cena onde se encontra o meu objecto principal, a noiva no seu processo de se pôr bonita para o seu casamento, e é uma das primeiras coisas que tento encontrar assim que lá chego. Depois, o fotógrafo de casamento conta com a transformação das formas que as suas lentes, sabiamente, o sabem fazer e trazer esses espreitares vestidos, se possível, como se tivessem sido feitos por mestre de alta costura. Esforço-me por isso.

Noiva fotografada pela frincha de uma porta ficando quase como uma silhueta, já quase pronta.
Noiva, depois de vestida, sentada em fotografia ao alto, antes de ir para a cerimónia do casamento.
Noiva a sorrir, entre desfocados, quando está a partir para a cerimónia.

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O fotógrafo e a chegada para um batismo

ENQUANTO SE ESPERA pelo FOTÓGRAFO DE BATIZADOS

Um evento é nada mais do que um juntar de pessoas para um determinado fim. Pode ser o lançamento de um produto de consumo, de uma medida governamental sobre uma obra pública ou, no que mais diz respeito a este fotógrafo, um batizado onde membros chegados de um família de juntam para, simbolicamente, fazerem entrar na comunidade dos católicos mais um membro.

Mas, pela observação que tenho tido ao longo do tempo em que exerço a minha profissão de fotógrafo nos batizados, não é só aquele momento ritual que junta todas aquelas pessoas. Basta, para isso, ver, e fotografar como me compete, a chegada das pessoas ao local da cerimónia do batizado. A alegria dos encontros de quem já há algum tempo não se via, os gestos de afecto, o cavaqueio sobre muitos assuntos mas, principalmente, sobre a criança a ser baptizada e a ordeira caminhada para perto da pia baptismal, quando o padre em questão dá essa indicação. O fotógrafo de batizado deve traduzir esses reparos em fotografias.

Devo dizer que me dá uma grande satisfação ser testemunha desses comportamentos. Saber que o resultado do meu trabalho irá, muitos anos depois, mostrar à criança, a ser baptizada, os que para com ela foram ter nesse dia, que com ela estiveram à roda da cerimónia da água benta e, mais, tarde, celebraram com refeição com muitos beijos e muito colo. Sei disto tudo porque, também eu, estive lá e garanto, com o meu trabalho de fotógrafo de batizado, que ela venha a ter essa satisfação. Também a mim, me satisfaz, muito.

Menina no meio de outros convidados do baptismo, enquanto esperam pela cerimónia.
Convidada a rir para outros convidados, enquanto se juntam para a cerimónia do batizado.
Pai e mãe da menina a ser baptizada, com ela ao colo da mãe, na entrada da igreja para a cerimónia.
Madrinha da menina que vai ser baptizada, com ela ao colo, junto de outros convidados à porta da igreja.

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Na entrada para o casamento na Igreja, pelo fotógrafo

SILHUETAS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Os fotógrafos de casamento não são diferentes e também aproveitam a meia dúzia de clichés fotográficos que sempre acompanharam a fotografia ao longo do seu tempo de vida. O pôr do sol numa praia com palmeiras, um grupo de árvores desfolhadas com sol por cima, o muro velho com portão de madeira já carcomido pelo tempo, a chapa azul esmalte meia rachada com o número da porta, etc.

Um deles, talvez o que goste mais, é a silhueta. Normalmente um corpo humano recortado em fundo claro mostrando apenas o seu recorte no espaço sem detalhe nas texturas. As entradas nas igreja são óptimas para proporcionar ao fotógrafo de casamento silhuetas que ficarão na memória. Mas, calma, porque não é assim tão fácil. Se dependesse da técnica do fotógrafo e do seu equipamento poderia parecer que era chegar, fotografar e andar.

Mas não é. É preciso que toda uma séria de elementos, vamos chamar-lhe acasos, se juntam de tal forma que com a ajuda dos meus amigos anjinhos malandrecos, que volta e meia me ajudam e noutras me tramam, transformam aquele momento, mas só aquele, e proporcionem tudo no lugar para que a silhueta me faça aquele sorriso largo, no momento em que edito essa fotografia. Essa, só uma. Percebem agora?

Silhueta da noiva a entrar pela porta da igreja, quando se dirige ao altar para a cerimónia do casamento

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Detalhes na preparação para o casamento, pelo fotógrafo

ACONCHEGOS DE MÃE pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Espelho, noiva e sua mãe. Os fotógrafos de casamento não podiam desejar melhor assunto. Muitas vezes, na altura em que a noiva se prepara para o seu grande dia, dou por mim a parecer um cata vento, ou aquilo que na minha terra também dizem que é fazer figura de galinha parva, a não saber para onde me virar, tal o número de pequenas coisas que se passam à minha volta naquela azáfama final antes da partida.

São os familiares que espreitam pela porta entreaberta, sãos tias chegadas à última da hora que querem sem demoras dar um beijo à sobrinha, é o pai que ainda pergunta se o nó da gravata está bem feito, são dois miúdos que entram de rompante, meio esgrouviados, sem saber bem onde entraram e é o fotógrafo de casamento a tentar encaixar-se no meio daquela confusão, para o melhor ponto de vista de todas essas coisas.

Depois, há aquele momento em que parece que tudo se calou, parou e o fotógrafo de casamento só vê o que vê no espelho que tanto adora. A filha noiva já praticamente pronta e a sua mãe a acertar-lhe os brincos como se fosse a derradeira vez para mimar a sua menina, que vai partir. São esses momentos que gosto de sentir. É como se por um pedacinho de tempo o tempo parasse e me fosse oferecida prenda irrecusável. Rápido veio e rápido se foi e a confusão voltou, como deve ser. A prenda foi para o fotógrafo de casamento, está claro.

Noiva vista pelo espelho da porta de um armário enquanto a mãe lhe coloca os brincos.

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O fotógrafo no caminho da cerimónia do casamento, com a noiva

ENTRE FLORES pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Pedir-me, ao fotografo de casamento, que escreva sobre uma fotografia que fiz pode não ser a melhor coisa que se possa fazer, porque posso facilmente cair em dois tipos de opinião diferentes. Ou me ache o melhor dos melhores e só encontre razões de me auto felicitar ou, pelo contrário encontrar todos os elementos que possam impedir de lhe garantir alguma graça.

Como, de certeza, não será nem uma nem a outra só posso dizer que gosto e que consegui num momento que passa mais rápido do que um já cheguei e agora é só entrar e ir ao encontro de quem amo e que escolhi para dizer sim. É por isto que ser fotógrafo em casamento me dá um grande prazer. Volta e meia, poder encontrar arranjos florais assim, é um privilégio para qualquer amante da arte de captar a luz com coisas lá dentro.

No fundo, sou um ladrão de arranjos de flores. Flores da espécie delas e outras que não lhes ficam atrás e sempre que o fotógrafo de casamento as encontra só pode fazer delas aquela coisa que encanta tanta gente desde que foi inventada. A fotografia. É para isso que lá vou, aos casamentos, e, felizmente, não preciso de pedir o favor de me deixarem lá ir porque, ao contrário, me pedem isso. Sorte a minha.

Noiva aparecendo através da porta do carro quando sai para a cerimónia do casamento, junto da igreja.

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As gerações num casamento, pelo fotógrafo

OS AVÔS E OS NETOS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Se me perguntarem, como fotógrafo no casamento, qual é a coisa mais importante que vejo durante o dia, de um casamento, poderia dizer, de repente, que são os noivos. É por eles que todos os outros lá estão, foram eles que escolheram o fotógrafo de casamento para, também ele, lá estar, embora a cumprir outra missão. São eles, sem sombra de dúvida as pessoas mais bonitas e é em seu torno que que tudo é feito.

No entanto o fotógrafo de casamento tem um hábito que o ajuda no seu trabalho mas que, ao mesmo tempo, o ensinou a ser detalhado e a ver como se dividisse em quadros toda a grande cena e pudesse a chegar aos seus olhos, e às suas lentes, detalhes que o podem fazer mudar de opinião. Até poderia dizer que poderá sentir mais atracção a outros aconteceres que não só os dos noivos.

Daí, e perdoem-me os noivos, talvez, se perguntasse às minhas máquinas e lentes, que são muito ajuizadas, e elas me dissessem que se derretem quando detectam aquelas cenas de comunicação, de carinho, de enlevo entre os mais velhos e os mais novos que lá estão eu não poderia discordar. A atenção de uma avó, ou que o poderia ser, a um dos mais pequenos lá, é chamamento imediato a qualquer das minhas lentes que não perdoariam o fotógrafo de casamento, se as fizesse perder uma coisas dessas. De certeza.

Uma senhora, talvez avó, ajudando um menino à mesa, na casa dos pais da noiva, durante a preparação.

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Flores, sempre presentes num casamento

SEM ELAS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

O caminho, dos fotógrafos de casamento, não seria o mesmo se as não encontrassem no seu percurso. Elas estão sempre presentes num dia de casamento. Elas estão na casa dos pais onde, normalmente, os noivos começam o processo que os irá levar àquele sim durante muito tempo esperado e há bastante combinado. Elas acompanham a noiva, nas suas mãos, nos cabelos e, algumas vezes, como motivos decorativos dos vestidos. Elas são levadas num bolsinho do casaco do noivo. Elas iluminam o caminho deles entre convidados até às cadeiras da cerimónia. Elas também lá estão na mesa cerimonial seja numa Igreja ou entre verde no jardim de uma Quinta.

Elas estão nas mesas dos convidados e dos do noivos. Elas estão no jardim onde se tiram as fotografias. Elas, as flores, são, talvez, o símbolo mais forte para um dia de casamento. Por isso, o fotógrafo nunca poderia esquecê-las por estarem sempre presentes e porque a sua importância atrai sempre as minhas lentes que gostam de se armar em experimentalistas e tentar sempre ângulos de captação novos para que o efeito que conseguiram não seja inferior à beleza que irradiam.

Elas, também, atraem o que é melhor de nós. O gosto pela beleza, pela harmonia, a atracção pela cor ou, simplesmente, pela forma de flor que é sempre bela, seja em que espécie seja. Estás bela como uma flor é o elogio mais ouvido à noiva. Uma bela entre belas. Como poderá o fotógrafo de casamento não estar sempre atento à beleza que o rodeia por todo o lado, desde que chega até que se vai, depois de trabalho feito. Bem, espera-se.

Ramo da noiva fotografo sobre fundo verde, no espaço da festa do casamento.
Noiva, com o bouquet na mão, fotografando um selfie com convidado.
Arranjo floral com cesto pendurado no recinto da festa do casamento.

Saiba mais sobre Fernando Colaço. Porque fotografa casamentos,  como é seu método de trabalho, respostas que procura, conselhos que possam ser preciosos para o dia do seu casamento, encontrar alguns parceiros para os serviços que precise  ou como cantactá-lo para receber toda a informação que precise.

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Outros olhares do fotógrafo, no dia de casamento

OS GESTOS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Se calhar é coisa de fotógrafos de casamentos mas, embora não o mostre por aqui, tenho muito a mania de fotografar gestos, ou melhor, gosto muito de ir encontrando mãos a fazer aquelas coisas que sabem fazer de uma forma fabulosa: acarinhar, segurar, despedir, saudar, confortar e tantas, tantas outras coisas. Quando dou por mim lá estou a fotografar umas que, normalmente ficam para mim porque, penso eu talvez erradamente, não tenham um interesse intrínseco para a cobertura do casamento.

Mas, uma vez ou outra lá vão umas porque só caras também enjoa. É verdade que não posso andar a olhar só para as mãos e depois esquecer, também, tudo o que as caras podem mostrar no enquadramento do que se está passar. No fundo sou um fotógrafo de casamento e não posso, nunca, esquecer isso e deixar-me levar pelos meus assuntos predilectos que podem não interessar a quem me contratou. Estou ali para trabalhar e não para me divertir…pois!…

Agora que as mãos são personagens bastante activas durante todo o processo no dia, não tenho dúvida nenhuma. São elas que abotoam, que espalham os cremes, que puxam os cabelos a pentear, que acertam o casaco ou o vestido, que seguram e entregam as alianças e que, muito, mas mesmo muito, acariciam desde que se levantam até que se deitam. Atrevo-me a dizer que somos pelas nossas mãos. Sem elas….Como é que não poderão ser assunto do fotógrafo de casamento.

Mãos dos noivos "dançando" quando sentados na mesa para a refeição da festa do casamento.

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A entrada dos noivos, pelo fotógrafo no casamento

OLHA ELES pelo FOTOGRAFO DE CASAMENTO

Como já escrevi algumas vezes, um dia de casamento é uma repetição de partes que o compõem sem grande diferenças entre um e o outro. Ao fim de alguns, o fotógrafo de casamento deixa de ter surpresas e consegue prever os passos seguintes. Isto pode parecer que a partir de certa altura, tal como como qualquer coisa que se faz como repetição, se pode tornar uma chatice e todo o fulgor que tinha se pode ir perdendo com o tempo, até que só lhe interesse o ganho que daí retira.

Podia ser assim, mas não é. De todo. Por um lado porque a única coisa que têm em comum são as etapas. De resto cada caso é um caso e o fotógrafo de casamento está sempre a ser bombardeado com surpresas que lhe não dão descanso durante todo o dia. Pelo menos comigo é assim. Encontro sempre diversidade por diversas razões. Porque as pessoas são outras e movimentam-se de maneira diferente, as horas do dia podem alterar completamente os comportamentos, alguns elementos dos grupos podem fazer com que o comportamento do todo seja completamente diferente e, depois, a subjectividade dos olhos do fotógrafo acabam sempre por ver de outros lados, ou ângulos, o que muda o resultado.

Quantas entradas de casal a entrar na sala de refeição já fotografei? Bem tantas em quantos casamentos já estive. Alguma vez perdi a minha azáfama ao captar o que é rápido, impossível de prever no caminho entre mesas qual é certo? Nunca. Umas vezes acerto e outras lá tenho que, o mais lesto que conseguir, reacertar o meu gps e garantir que esse caminho de alegria e festa venha comigo para entregar depois. Pois, nunca se repete.

Noivos a entrar pela porta da sala de refeições da festa do casamento.

Entrada dos noivos, Hélia e Paulo, na sala de refeição na Quinta da Cheinha am Pinhel, Guarda.

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Surpresas para o fotógrafo, no casamento na Quinta da Cheinha

SEMPRE ATENTO pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Um casamento é um pequeno universo onde os presentes, tal como as estrelas e os planetas e as galáxias e todos aqueles outros fenómenos que gostamos tanto de ver pelas fotografias do Hubble, não param de translaccionar entre eles e estarem sempre a compôr fotografias que só têm que ser agarradas por fotógrafo de casamento atento.

No entanto, tal como o Hubble é incapaz de ver o universo todo ao mesmo tempo, assim ao fotógrafo de casamentos escapa muita coisa que poderia ser uma excelente peça no grande puzzle do dia de casamento. Mas, é mesmo assim e não vale a pena paralisar por causa disso. É aproveitar o que se vê e ao a que se chega a tempo, como tudo na vida.

Foi assim com esta fotografia. Andava o fotógrafo de casamento noutras galáxias entretido com parte das estrelas quando, com o seu olhar sempre desconfiado, na outra ponta do universo detecta um noivo de joelhos para grande gaudio das luas da noiva, entre a satisfação e a surpresa. O que lhe vale, ao fotógrafo, é que está equipado de equipamento mais rápido do que o transporte da Enterprise do Star Treck e antes que o pensasse já estava em cima do acontecimento. Assim mesmo.

Noivo de joelhos e de mãos dadas com a noiva, junto de várias convidadas do casamento.

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