O fotógrafo e as fotografias que ele apanha, no casamento

AS OFERTAS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Serão os fotógrafos de casamento que fazem as fotografias? Bem, eu não me canso de dizer que não sou eu que faço as fotografias. Elas são-me, graciosamente, oferecidas. As vezes que ao fotógrafo de casamentos não param de lhe cair nos olhos fotografias que só tem, com a ajuda das suas preciosas máquinas fotográficas apanhar para depois entregar a quem pertencem.

É verdade que, também, é preciso saber apanhá-las. Faz-me lembrar quando, há muitos anos, fui apanhar fruta em França, na zona dos Alpes Franceses. Havia lá um senhor, connosco na apanha, que conseguia encher as suas caixas com uma rapidez impressionante. Por mais que me esforçasse não conseguia chegar perto dele. É, só, que ele sabia. Só isso. Da mesma maneira o fotógrafo de casamento tem que ter o conhecimento para as apanhar, repito esta palavra porque não encontro outra que melhor se aproxime da verdade.

É verdade que também dependo das minhas adoradas lentes para me darem o resultado que pretendo. Também são sábias conhecedoras da profissão e posso confiar nelas para desfocarem ali e me pormenorizarem aqui. Só com os olhos não se fotografa nada. Apenas se detecta e ajuda a acertar, para boa composição e saber qual o momento certo. E não é pouco. Agora que quem as faz não é o fotógrafo de casamento, não é…só as apanha.

Noiva sentada, com reflexo num espelho, a ser ajudada a calçar.
Noiva sentada com o ramo de flores na mão e ar feliz.
Noiva ao espelho e a ser vista por amigas felizes.

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O fotógrafo, a noiva e no automóvel a caminho do casamento

NUNCA ME CANSO pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

São os fotógrafos de casamento agradecidos pelo facto de ser nos casamentos que ganham a vida na profissão que gostam? Eu acho que sim. É por isso que não posso deixar de trazer mais algumas fotografias da entrada da noiva no automóvel que a vai levar à cerimónia, daqui a muito pouco tempo, com noivo já impaciente à espera. Às vezes parece-me que tudo o que faço até ali, fotografando cabelos esticados, enrolados, presos por ganchos, enlacados e pincéis, algodões, dedos e mãos a maquilhar como se cara de noiva fosse tela a ser pintada para exposição muito importante é só para culminar naquela entrada.

O fotógrafo de casamento tem a obsessão, especialmente, de ver uma noiva aflita com um vestido que teima em não querer entrar pela porta, que fica sempre com uma ponta presa em algum lado ou que ás vezes não quer deixar mais ninguém sentado consigo. O seu lado retorcido adora vê-la a pedir ajuda com o olhar entre sorrisos e pequenas aflições até que, finalmente, tudo se aquieta, a porta se fecha e uma nova corrida começa, para meta num local onde uma cerimónia de casamento irá ter lugar e eu nunca me canso com isso.

Não é que essa obsessão do fotógrafo de casamento faça dele uma pessoa ruim. É só que dá sempre boas fotografias. É só porque ele vive para isso. Por outro lado sabe que essa aflição, a caminho da felicidade, só pode dar bom resultado. Nas fotografias e no resto. As fotografias irão mostrar ao noivo como ela foi ter com ele e o resto, bem esse, só depende deles. Imagino que, também, com fotografias.

Noiva acabada de entrar no carro para a levar para a cerimónia do casamento.
Noiva a ajeitar o vestido no automóvel.
Noiva, dentro do automóvel, a sorrir para alguém.
Cara da noiva quando entrou no automóvel, a sorrir.
Noiva sorridente, no automóvel, pronta para partir para a cerimónia do casamento.
Noiva a olhar para baixo a, talvez, verificar se o vestido não está preso no automóvel.

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O fotógrafo depois do sim, com arroz e flores no casamento

AGORA, JÁ ESTÁ pelo FOTOGRAFO DE CASAMENTO

Há um momento de viragem, que o fotógrafo de casamentos sente no estado de alma do casal sentado em frente de um altar de uma Igreja, com padre como a única pessoa no espaço visual deles. Lá atrás, temos sempre muitas outras pessoas a seguir, sem perder pitada. Mas, percebo isso muitas vezes, parece que o casal se sente sozinho, como que abandonado por todos e entregue a vigário mais ou menos inspirado.

O fotógrafo de casamento sente, e as suas fotografias confirmam isso, que assim que o sim foi dito e nos dedos de cada um se sente um pouco mais de peso, seguido por, finalmente, um olhar para trás verificando que não estão sós, um respirar profundo de alívio acontece e com sorrisos sinceros em trocas de olhar e já está. Já foi, estamos casados.

A seguir é serem jubilados por todos, no tradicional arroz ao alto e pétalas de flores esvoaçantes, dentro daquele corredor que recebe com amor e festa seguidos de muitos, muitos beijos e abraços que o fotógrafo de casamentos segue sem descurar um único. Foi apenas a parte final de uma etapa do dia que mudou a ligação entre duas pessoas que o escolheram pelo casamento. E foi verdade porque eu estive lá, vi e fotografei.

Mãos do noivo com aliança e lapela no casaco.
Os noivos ao sair da igreja debaixo de arroz.

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Quando não deixam o fotógrafo ser de casamento, numa cerimónia

ENQUANTO PROCURA pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Em certas Igrejas não é fácil, aos fotógrafos de casamento, poderem encontrar os melhores pontos de vista para uma melhor solução a boas fotografias. Existem várias razões para tal. A forma como o espaço se distribui, não entregado enquadramentos que sejam apelativos, o tamanho ou pela pequenez ou pela grandiosidade pode ser, também, impeditivo de boa pesquisa. Mas as coisas são o que são e não cabe ao fotógrafo desculpar-se por não conseguir usar as coisas a seu favor.

Sou, e não há problema em afirmar, um fotógrafo que se entrega de corpo e alma ao seu trabalho. Encontro sempre maneira de vestir as minhas tomadas de vista com resultados que me dizem ser conseguidos. Mas há uma coisa para a qual nunca vou preparado, e que acontece com alguma frequência, e que me deixa, garanto, ofendido quando um padre ou alguém encarregado pelo lugar não me deixa dar largas à minha pesquisa e efectivação. Ainda por cima sabem sempre tanto do assunto que me dizem que, ali, é que é bom.

Apesar do respeito que me deve o lugar, como é evidente, e pela autoridade em causa, ainda bem que que não se ouvem pensamentos. Ia logo corrido e não poderia fazer o que para ali estou. Por isso, calma e torna-te pantomineiro. Finge que obedeces e, como se não fosse nada uma aqui, outra ali, olha uma menina a brincar com as costas do banco, olha os noivos daqui também dá, olha que ele está de costas e vou ali rápido e volto logo. Assim se vai conseguindo contar a história e, no fim, o fotógrafo de casamento agradece pedindo desculpa pelo incómodo. Era só um casamento, não incomodava nada…

Nota: foi o caso, nestas fotografias, daí a história.

Casal de noivos sentados na Basílica de Mafra durante a cerimónia do casamento.
Os  noivos ouvindo o padre durante a homilia no seu casamento.
Menina brincando distraída numa cerimónia de casamento.
Novos sentado em frente ao altar na Basílica de Mafra.

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O fotógrafo segue a noiva para a Igreja, no casamento

AÍ VEM A NOIVA pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Será que todos os fotógrafos de casamento se lembram das coisas que eu me lembro e me servem de base para o meu trabalho e para os artigos aqui no Blog? Não sei. Mas eu tenho destas coisas. Nunca me lembro de ter visto, no cinema, um filme que integre uma cerimónia de casamento onde o noivo seja o personagem principal na entrada para a cerimónia, seja numa Igreja seja no processo civil numa Quinta. Sempre a noiva é a princesa, a rainha e dá azo ao virar de cabeças aí vem ela, a noiva.

Da minha parte tenho sempre o cuidado de fazer entrar o noivo com a sua mãe para que não fique desgostoso quando, depois, ler a história no seu no livro que lhe vou entregar. Mas o fotógrafo de casamento tem que testemunhar que é dia de noiva e não há nada que se possa fazer contra isso. É um caminho cerimonial vivido por todos com grande emoção, sabendo cada um a importância do que se vai passar a seguir.

É assim que o fotógrafo de casamento não se nega a esforço para que nada desse caminho se perca. Se está sol, está sol, se o vento é forte, enfrenta-se o vento ou se a chuva, talvez vinda de nuvens invejosas, resolver querer molhar vestido quase acabado de vestir, é debaixo dela que vai à fotografia. Já sabe que, a seguir, tudo fica protegido e o resto do caminho é sereno e feito com a emoção à flor da pele. Mas, também sabe que não vai ter tempo para respirar depois disso. Há muita coisa para fazer, ainda.

Noiva no caminho da automóvel para a igreja, com familiares debaixo de vários chapéus de chuva.
Menino e menina com noiva e pai atrás, durante o percurso na ala que leva ao altar.
Noiva sorridente com o pai chegam em frente do noivo, no altar para a cerimónia do casamento.

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O fotógrafo, o bouquet e as futuras noivas no casamento

JÁ NO FIM pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Quem já foi a um casamento sabe que é composto por várias partes e, cada uma, tem o seu ritual próprio. Já mesmo no fim e de festa já praticamente acabada, quando os convidados começam a arrumar as suas sacolas e se dirigem aos automóveis para regressar a casa, a noiva, em geral, segura o seu ramo que irá definir qual a próxima na sala, de entre as solteiras presentes.

É uma brincadeira com tradição, faz mesmo parte do dia do casamento, que em tom de festa qualquer das solteiras se esforce ao máximo para ser a próxima, como se isso dependesse de arranjo floral voador. Não sei se já algumas das candidatas vencedoras o foi, de facto. Mas que a corrida é competitiva, é. Que quem ganha dá ao fotógrafo de casamento boas razões para ter esperado até esse momento, dá.

Sei que a noiva ganhadora vai logo a correr à procura do seu mais que tudo… nem sempre presente, futuros noivos têm outras ocupações, e festeja de corpo inteiro e alegria nos olhos. Apesar de já estar em fotografia, o fotógrafo não perdeu nada, gostam de garantir que fica testemunho que é para não haver dúvidas. O fotógrafo no casamento sabe qual a sua responsabilidade e não é preciso pedir. Só não fica feito antes de acontecer, têm que se esforçar para agarrar esse ramo voador e evitar que se malmequer no chão. Depois, arrumo e volto para casa, satisfeito.

Noivo e noiva apontando para o casal que ganhou o bouquet da noivo, atirado para as solteiras.

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O fotógrafo e a atenção de quem lá está, no casamento

A ATENÇÃO pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Quando fotógrafo, durante o dia de um casamento, noto que existe um comportamento muito comum da parte de quem faz parte dele. Seja da parte da cabeleireira aos cabelos da noiva, a do pai a acertar a gravata do filho para ir casar, a da mãe verificando se está tudo bem, a dos convidados no momento do sim, a dos que lá estão pelos que lá estão e a do fotógrafo de casamento para tudo isso.

No entanto, há um momento ou outro em que noto que estão todos com olhos que estão sempre apontados ao seu objecto e dirigidos para a mesma coisa. Aí, e se o tempo me dá tempo, vou experimentar qual o ponto de vista que melhor me dá noção dessa atenção, com composição que faça da fotografia, fotografia. É essa a responsabilidade do fotógrafo de casamento.

É aqui que o fotógrafo no casamento pode aproveitar como se estivesse num pomar farto de fruta pronta a colher. Com a sua grande angular vai arrebanhar todos a partir do ponto de vista certo, para que sintamos que a sua atenção é a mesma. Outras que aqui não estão, ou já por aqui terem estado noutros artigos do blog, foram de teleobjectiva, roubando caras atentas, carinhos em forma de colo, braços abraçando e aquela noção que todos amam muito quem está no filme, que estão todos a ver. O único que não se senta é…adivinhem.

Grupo de convidados do casamento, sentados no chão e em cadeiras, a ver um vídeo sobre os noivos.

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O fotógrafo, as suas lentes e as coisas todas num casamento

DE LONGE E DE PERTO pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTOS

Lembro-me, muito antes de pensar a vir a ser fotógrafo de casamento, quando me comecei a interessar pela fotografia, já há muitos anos. Primeiro nem foi muito interesse, foi apenas querer, como acontece com a maioria das pessoas que fotografa, trazer alguma memória de um local onde estive em certa altura da minha vida. Depois, começou mesmo o interesse e a loucura. Porque, sem que percebesse alguma coisa do assunto, queria fazer, logo, todas as coisas que se podem fazer com a fotografia.

Fotografar de longe e de perto, fotografar de largo e apertado, muito, muito apertado, fotografar o movimento e o que está parado, fotografar o que está vivo e o que está inerte…enfim. Nessa altura queria ter todas as lentes disponíveis desde as que metem tudo lá dentro de uma vez, na máquina fotográfica, e as que vão lá ao longe para que fique muito perto e, mesmo, aquelas que vão buscar o que é muito pequenino.

Depois vim a aprender que a melhor lente, que poderia alguma vez ter, eram as minhas pernas. Foi aí que me dei conta que poderia vir a ser fotógrafo. Por isso, como fotógrafo num casamento são, de longe, as minhas pernas o utensílio mais precioso para fotografar o local da festa toda e a seguir ir lá ao pé de arranjos que decoram com flores lindas para irem connosco ou olha ali o ramo da noiva. Foi assim que, finalmente, tive a certeza que era fotógrafo, e tudo com mesma lente.

Vista geral do jardim onde decorre a festa de um casamento.
Bandeira com os nomes dos convidados para as mesas da refeição do casamento.
Duas rosas que decoram uma mesa da sala da refeição do casamento.
Ramo da noiva sobre uma mesa.

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O fotógrafo e as emoções dos gestos, nos casamentos

MAIS UMA VEZ OS GESTOS pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Sim, outra vez. Porque o merecem. Porque são personagens de grande parte dos momentos que os fotógrafos de casamento tanto gostam e os impelem àqueles arranques, dignos de atleta olímpico, do outro lado da sala quando dão por um. Porque a quantidade com que acontecem não os deixam sossegados um momento e, principalmente, porque são eles, os gestos, que cimentam a maior parte das ligações entre as pessoas que se encontram num casamento.

Podem ser de simples actos de carinho, podem ser entre o casal de noivos ou entre quaisquer convidados, podem ser para os mais velhos lá ou para os mais pequeninos, podem vir de quem menos se espera e são sempre em quantidade vindos de quem faz deles razão forte de viver. Ainda bem, porque é nos gestos onde o fotógrafo encontra manancial para as suas melhores fotografias.

É como se, pelas fotografias, eles permaneçam eternamente e levem no tempo a sua importância, como se fossem aquelas orações dos budistas em bandeiras ao vento, para levaram os desejos bons a toda a gente em qualquer lugar. As fotografias fazem isso. São elas que vão levar a intenção do gesto pelos ventos e pelos tempos para que, sempre que se queira ou precise, se sinta que ainda lá estão. Sempre que os vejo, apanho-os.

Menina bebé, no baptismo, na benção dos óleos, pelo padrinho.
Menina ao colo da mãe a segurar nos dedos do padre, na cerimónia do baptismo.

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Os fotógrafos sem descanso, nos casamentos

FOTÓGRAFOS DE CASAMENTOS e o IRREPETÍVEL

Quando comecei a fotografar casamentos, e ter decidido que o iria fazer como novo caminho na minha profissão de fotógrafo, deparei-me com uma pergunta, porque me conheço. Será que vou ter paciência para andar sempre a fazer o mesmo ao fim de algum tempo? Isto dos casamentos é sempre a mesma coisa, as pessoas fazem sempre o mesmo e tenho receio que passado um tempo já esteja farto disto. Não será melhor pensar em outra coisa?

Não podia estar mais enganado e, rápidamente, me apercebi que nada disso acontecia. É verdade que não há muitas diferenças entre as várias partes que compõem o dia de um casamento. Mas, para um fotógrafo de casamento, é sempre tudo diferente. Para ele, são os detalhes que contam. Se fotografarmos de longe e compararmos os casamentos, rapidamente chegamos à conclusão que quem não queira aborrecer-se, não será a pessoa para os ir fotografar.

Mas, assim que nos aproximamos, deparamos com toda a diversidade de que é capaz o ser humano. A miríade de gestos de que é capaz, a quantidade de recombinações que encontramos em cada grupo de pessoas, que se vão encontrando nos diversos espaços, e a imensidão de carinhos em forma de olhares, beijos, abraços que nunca vão deixar fotógrafo de casamento, que se preze, em sossego. Por mim, ainda não me cansei.

Noiva reagindo com surpresa.
Cara da noiva enquanto é maquilhada.
Mãe da noiva a ser convidada a fechar o vestido da noiva.
Menina bebé, filha dos noivos, sorridente a ser-lhe apertado o vestido.

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