Na Sessão de Namoro: o poder do retrato

A noiva, durante a sessão de namoro, posa para o fotógrafo de casamento entre as flores do jardim.

RETRATOS, RETRATOS, RETRATOS E FOTOGRAFIA DE CASAMENTO

A noiva, durante a sessão de namoro, posa para o fotógrafo de casamento entre as flores do jardim.

As fotos são da sessão de pré-casamento num jardim com cavalos


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Modo de fotojornalismo de casamento

Casal de namorados junto dos cavalos numa estrebaria.

Todos sabemos que cada fotógrafo encontra, com o tempo, uma forma própria de fotografar que acaba por lhe dar identidade. Não vale a pena mostrar exemplos, mas, no meu caso, o retrato está sempre na base do trabalho, mesmo quando fotografo em modo de fotojornalismo de casamento.

Seguir a acção de um casamento não significa apenas registar aquilo que acontece à nossa frente. Dentro desse movimento existem constantemente pequenos momentos que são, por si só, autênticos retratos. É preciso reconhecê-los depressa, porque aparecem e desaparecem com a mesma rapidez.

  • O retrato continua a ser o elemento central, mesmo numa abordagem documental.
  • O momento certo pode durar apenas alguns segundos.
  • A técnica mistura espontaneidade, observação e intenção.
  • O fotógrafo de casamento precisa de captar pessoas e emoções enquanto tudo acontece em movimento.

Um bom retrato

Grande plano das caras do casal enquanto o noivo abraça a noiva pr detrás.

É claro que a sessão de namoro da Sofia e do Ricardo não será o melhor exemplo para aquilo que acabei de dizer. Sendo uma sessão de casal, gosto de construir o retrato de uma forma um pouco mais consciente, sempre atento à maneira como os dois, à minha frente, reagem à presença das câmaras.

O que me dá realmente prazer é encontrar uma boa sintonia entre a noiva e o noivo e o ambiente do espaço que escolhemos para a sessão. Quando as duas coisas se encontram e começam a funcionar em conjunto, surge uma harmonia que pode transformar uma fotografia simples num bom retrato.

Penso que consegui com eles. E o fotógrafo de casamento ficou feliz.

  • As sessões de namoro também podem revelar retratos muito fortes.
  • A forma como o casal reage influencia directamente o resultado.
  • O espaço e a luz participam na construção da fotografia.
  • A ligação entre noivo e noiva é mais importante do que uma pose perfeita.
  • Um bom retrato nasce muitas vezes da relação entre as pessoas e o lugar onde estão.

Os do casamento e as fotografias

Em pose para o fotógrafo de casamento no meio do bosque do picadeiro.

Como se compreende, não é simplesmente o prazer de estar em casamentos tantas vezes que me faz querer estar sempre num deles. Para quem está de fora, muitos casamentos podem parecer semelhantes. Mas quem faz parte deles, como noivo, noiva ou convidado, sabe que cada um é completamente diferente.

Há pessoas para encontrar, coisas para dizer, emoções para partilhar e histórias que estão constantemente a acontecer.

O que acontece é que num casamento há muita gente. E eu sempre gostei muito de ver gente nas fotografias, muito antes de ter a possibilidade de as fotografar.

Talvez seja por isso que gosto tanto de estar num casamento: para observar quem lá está.

Não apenas os noivos, mas também os pais, os amigos, os convidados que se reencontram, quem ri, quem se emociona, quem está distraído e quem, por um instante, fica completamente sozinho no meio de toda aquela gente.

É aí que o fotógrafo de casamento encontra grande parte da matéria-prima para o seu trabalho.

  • A motivação está nas pessoas e na forma como se relacionam.
  • Observar antes de fotografar é essencial.
  • Cada gesto pode transformar-se num retrato.
  • Os convidados do casamento acrescentam histórias e significado às fotografias.
  • Fotografar também é saber esperar pelo momento em que uma situação se transforma numa imagem.

Um fotógrafo de casamento à procura do retrato

Namorados caminham, de costas, debaixo de uma árvore frondosa.

Desde a sessão de namoro, quando é solicitada pelo casal, até às fotografias do dia do casamento, já perto do fim da tarde, há sempre oportunidades para fazer retratos.

Há momentos em que o fotógrafo sabe perfeitamente que pode fazer um retrato e nem precisa de fazer muito para o conseguir. Quem está no casamento percebe que é assim. Nesses instantes, quando chega o tempo do retrato, ninguém se incomoda particularmente com a presença da câmara.

Mas esses não são os únicos retratos que procuro.

Os que aparecem sem aviso são, muitas vezes, aqueles de que mais gosto.

Não dependem de mim praticamente em nada, a não ser da capacidade de os reconhecer e fotografar no momento certo. Tenho de decidir rapidamente de que ângulo os fotografo, qual o enquadramento que melhor funciona e, sobretudo, quando é que aquela situação deixou de ser apenas uma situação para passar a ser um retrato.

Eu não mando nada nesses retratos.

Tenho de esperar, observar e, de certa forma, adivinhar quando estão prontos.

É uma das partes mais interessantes da fotografia de casamento.

  • O timing pode ser mais importante do que a preparação.
  • Os retratos espontâneos têm uma verdade própria.
  • Cada momento do casamento existe apenas uma vez.
  • A cerimónia, o convívio e a festa oferecem oportunidades diferentes para observar as pessoas.
  • O fotógrafo de casamento trabalha tanto com técnica como com instinto e paciência.

Concluindo: é pelos retratos que vou aos casamentos

Como se o casal viesse do passeio debaixo das árvores do bosque.

É por causa dos retratos que vou aos casamentos.

Saber que ali estarão pessoas de muitas maneiras e feitios faz com que o fotógrafo no casamento esteja permanentemente motivado para os procurar.

Alguns serão retratos assumidos, daqueles em que digo onde quero que estejam e como gostaria que se colocassem. Outros aparecerão no meio da confusão, da conversa, da festa ou de um momento qualquer que não pareça ter importância.

São estes últimos que me obrigam a estar atento.

Tenho de os procurar, reconhecê-los, esperar pelo instante certo e trazê-los comigo.

Mesmo aqueles que, à primeira vista, nem parecem retratos. Porque, olhando com atenção, alguns acabam por ser dos bons. Daqueles que fazem fotografias de casamento felizes.


O fotógrafo para si

O casal a ser fotografado em troca de mimos.

Se procura um fotógrafo de casamento que valoriza os retratos verdadeiros, espontâneos e atentos às pessoas, estou pronto para contar a sua história com autenticidade e sensibilidade.

Seja numa sessão de namoro ou durante o dia do casamento, procuro fotografar aquilo que acontece entre vocês e entre as pessoas que fazem parte da vossa história. Sem transformar tudo em poses, mas sem deixar escapar aqueles momentos que merecem ficar.



Noiva no meio da moldura feita pelas flores desfocadas.

Casal, na sessão de pré-casamento, olham para o futuro no meio de plantas de sisal, desfocadas.

O noivo sentado em degraus de pedra do jardim.

Posando para o fotógrafo de casamentos o noivo olha para ele.

Casal de namorados com cavalos, livres, ao fundo.

Por Fernando Colaço

Fotógrafo de casamentos Fernando Colaço. Estilo natural, discreto e fotojornalístico. Deixo que as fotos contem a história.