Vistas por entre convidados, desfocados, os rostos da noiva e uma amiga, nos cumprimentos depois da cerimónia, vistas pelo fotógrafo de casamento na Nazaré.

Quando o fotógrafo de casamento em Portugal encontra a alegria e a felicidade dos outros

OS FELIZES pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Vistas por entre convidados, desfocados, os rostos da noiva e uma amiga, nos cumprimentos depois da cerimónia, vistas pelo fotógrafo de casamento na Nazaré.

Quando a alegria dos outros é a nossa alegria. É, de certeza, isso que o fotógrafo de casamento vê, e colecta, em todos os dias em que está num casamento. Embora não tenha tempo para poder verificar o estado de alma dos convidados do casamento assim que chegam ao local da cerimónia do casamento, porque, quando também ele lá chega não só já estão todos a arrumadinhos no seu lugar de testemunhas do grande evento, como o que tenho que fazer é tentar falar, no caso das igrejas, com senhor padre para saber quais serão as regras a que tenho que me aquietar, registar a entrada do noivo com a sua mãe e, de seguida, em sôfrega corrida, ir dizer à noiva que já pode vir, estão todos à espera dela. Por isso, naqueles momentos, convidados são uma espécie de massa anónima que me fazem de cenário e que eu aproveito como molduras para enquadrar os meus personagens principais.

É verdade que eles não se me impõem, deixam-se estar no seu papel de meros observadores do momento importante que se irá passar a seguir e só durante uma cerimónia de casamento, já em andamento, é que começo a dar por eles e escolhê-los para uns retratos de quem está e como está para mostrar aos noivos, depois, o que faziam os seus convidados nas suas costas, enquanto ouviam o oficiante e esperavam as suas juras. Mas, mesmo ali, o fotógrafo de casamento não consegue saber, ainda, o seu estado de alma porque as cerimónias, e mais as solenes, têm a tendência em nos intimidar e ficarmos mais ou menos indiferentes, a não ser aqui ou ali quando o fotógrafo de casamento detecta, ao longe, alguém que se emociona, limpa uma lágrima feliz ou se desfaça num sorriso que não engana porque é de verdadeira felicidade pelo que assiste. Mas, mesmo assim, ainda não dá para saber o que está na alma de cada um dos que lá estão, salvo os já ressalvados.

Mas eis que tudo muda de repente. A cerimónia é dada como cumprida, a metamorfose do casal já se deu, o noivo e a noiva desapareceram para dar o lugar ao marido e à esposa, as assinaturas para garantir que fica tudo no papel, para arquivar e ficar para a história, está estão a secar e, como que para completar o ritual, já todos se encontram lá fora, de flores e outras sementes na mão, à espera que o casal apareça e lhes façam uma surpresa que os deixará muito felizes. Agora sim, o fotógrafo de casamento vê uns convidados completamente diferentes daqueles que estavam a assistir ao cerimonial. Em vez sorumbáticos rostos, as suas lentes arrebanham agora rostos sorridentes, felizes, festivos, agora sou eu que quero abraçar e beijar por parabéns.

É agora que o fotógrafo de casamento testemunha, e de cada vez que isto acontece, como é que a felicidade de dois, o noivo e a noiva que agora são marido e esposa, é a felicidade de cada um dos que ali estão com eles. Até podia ser impressão do fotógrafo de casamento só por observar mas, quando olha para as fotografias, que as suas lentes entregaram às suas câmaras fotográficas, sabe que não foi impressão sua. É o que acontece sempre.

Uma amiga da noiva, muito emocionada, abraça-a para a felicitar depois da cerimónia, num momento captado pelo fotógrafo de casamento na Nazaré.

O noivo junto da noiva, emocionada, sendo abraçado por uma amiga que os felicita quando acaba a cerimónia, pelo fotógrafo de casamento na Nazaré.

O noivo no momento em que abraça um convidado que lhe apresenta felicitações pelo casamento, captados pelo fotógrafo de casamento na Nazaré.

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