O fotógrafo de casamento no Algarve, as gerações e o tempo

Ao colo do esmerado tio, vistos por entre os convidados, a bebé filha dos noivos sentiu-se sempre segura durante a festa do casamento nos Agostos, no Algarve.

GERAÇÕES pelo FOTÓGRAFO DE CASAMENTO NO ALGARVE

Ao colo do esmerado tio, vistos por entre os convidados, a bebé filha dos noivos sentiu-se sempre segura durante a festa do casamento nos  Agostos, no Algarve.

As fotografias são nos Agostos perto de Faro, no Algarve, mostrando as várias gerações que podem estar num casamento

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O que podemos ver num dia de casamento

Um casal, na festa do casamento nos Agostos, segura a sua bebé a tentar dar os primeiros passos, sentados na escada de uma porta antiga, vistos pelo fotógrafo de casamento no Algarve.

Não gosto de pôr aqui fotografias de crianças, mesmo daquelas que pululam por entre todos em dia de casamento. Mas, para o meu tema de hoje, não poderia escolher outra coisa, porque elas mostram uma das coisas que sempre me fascinaram desde que cheguei a fotógrafo de casamento, logo nos primeiros dias.

É verdade que, antes disso, tinha um certo preconceito sobre os casamentos. Talvez porque nunca tinha visto um casamento com os olhos de quem está encarregado de levá-lo consigo sob a forma de fotografias.

É uma diferença importante. Estar num casamento como convidado é uma coisa. Estar ali para olhar para tudo e tentar perceber o que merece ficar numa fotografia é outra completamente diferente.

E quanto mais casamentos fotografo, mais percebo que há ali muito mais para ver do que aquilo que acontece durante a cerimónia ou aquilo que, à partida, se imagina que deve ser fotografado.

Amor pelos noivos

Ao colo da avó, a filha dos noivos sente-se o mais confortável possível, assim o viu o fotógrafo de casamento nos Agostos, no Algarve.

As coisas que podemos ver num dia de casamento poderiam ser motivo para teses de doutoramento em cursos académicos de sociologia ou, mesmo, de filosofia.

Qualquer uma das artes poderia enviar os seus artistas para ali encontrar os motivos, a inspiração ou as formas que aquele dia oferece, de maneira tão generosa, a todos os que lá estão presentes.

Da minha parte, como fotógrafo de casamento, não me queixo. E ainda estou muito longe de ver concluída a minha razão para lá querer sempre voltar.

Há sempre qualquer coisa que me prende o olhar.

Não necessariamente aquilo que está no centro. Muitas vezes está ao lado. Pode estar numa criança que passa, numa mão que segura outra, numa pessoa que olha para alguém sem que esse alguém esteja a reparar.

Pode estar na forma como diferentes idades ocupam o mesmo espaço e, por umas horas, parecem fazer parte de uma coisa só.

Entre tantas coisas que já escrevi aqui sobre eles, os casamentos, os que se casam, os que testemunham ou os que os preparam, parece-me que é a primeira vez que me lembro das gerações.

E talvez seja precisamente por aí que hoje me apetece olhar.

Um encontro de gerações

O pai do noivo no momento em que fotografa a sua mulher com a neta ao colo, na festa do casamento do filho nos Agostos, captado pelo fotógrafo de casamento no Algarve.

Um dia de casamento é um ajuntamento de tanta gente que vem de tantos lados e com tantos tipos de laços que acabam todos juntos, ali, naqueles espaços de cerimónia e celebração, unidos pela mesma razão: o amor pelos noivos e, por maioria de razão, o amor de uns pelos outros.

É uma coisa que se vê.

Não é preciso que ninguém a explique.

Ali, em dia de casamento nos Agostos, no Algarve, encontro o bebé ao colo do tio, os pais que ensinam a sua menina a andar, a avó que cuida como ninguém ou o avô que leva consigo, tal como o fotógrafo de casamento, as fotografias que serão memória desses momentos de afectos e muito amor.

São pequenos acontecimentos, talvez quase insignificantes para quem está apenas de passagem. Para mim, não são. São precisamente essas pequenas coisas que fazem com que um casamento deixe de ser apenas uma cerimónia e passe a ser também um lugar onde a vida se mostra.

E há qualquer coisa de particularmente bonita quando as diferentes gerações aparecem juntas numa fotografia.

  • O bebé que ainda está a começar.
  • Os pais que acompanham os primeiros passos.
  • Os avós que já trazem consigo uma vida inteira.
  • E todos os outros que, naquele momento, pertencem à mesma fotografia.

Não sei se será por estar atrás de uma máquina fotográfica que reparo mais nestas coisas. Talvez seja. O certo é que são imagens que me fazem parar.

A vida que continua

Provavelmente, isso é o mais importante que se pode encontrar num dia de casamento. Que não é mais do que um encontro de gente com uma desculpa: uma cerimónia de casamento.

Mas, se calhar, é apenas a desculpa.

Porque aquilo que realmente está ali pode ser outra coisa. Pode ser a oportunidade de uns mostrarem aos outros que a vida será sempre possível e estará sempre presente sobre aquele contínuo que é o tempo.

É uma vida que assenta no amor.

E que melhor razão do que um ritual dele para mostrar que é assim?

Os que estão no princípio irão garantir que assim será. Os que já passaram por muito estarão ali para testemunhar. Os que ainda estão a aprender a andar talvez sejam, sem saberem, uma das melhores imagens daquilo que está a acontecer.

É por isso que gosto de encontrar estas coisas.

Não porque procure uma mensagem escondida em cada fotografia, nem porque queira transformar um casamento numa grande explicação sobre a vida. Simplesmente porque, quando olho, elas estão lá.

O que o fotógrafo de casamento vê

Talvez seja esta uma das razões pelas quais continuo a gostar tanto de voltar aos casamentos.

Não sei exactamente o que vou encontrar.

Sei apenas que estarão ali pessoas de idades diferentes, com histórias diferentes e com laços que as fazem aproximar-se. E, no meio de tudo isso, há momentos que acontecem uma única vez, mas que uma fotografia pode guardar.

As fotografias de casamento acabam por trazer comigo muito mais do que os noivos.

Trazem as pessoas que estavam ali.

Trazem os gestos que talvez ninguém tenha reparado que aconteceram.

Trazem a avó, o avô, o tio, os pais, a criança que ainda mal sabe o que está a acontecer. Trazem, sem grandes explicações, aquilo que naquele dia os juntou.

E talvez seja essa a parte que mais me interessa: perceber que as gerações, nas pessoas, afinal, não são mais do que uma roda bonita rolando constantemente no tempo.

Uma roda que não pára.

Uma roda cheia de vida que se vai renovando.

E que, naquele dia, por uma dessas razões que a vida encontra para nos juntar, fica inteira diante dos meus olhos.

Ponto por ponto

  • Um casamento poderia ser objecto de vários estudos de várias especialidades da academia. O fotógrafo de casamento está muito longe de ter esgotado o tema.
  • Entre tantas coisas que podem ser vistas num casamento, as gerações e os laços que as unem podem passar despercebidos, mas estão ali.
  • Uma criança ao colo, os primeiros passos ensinados pelos pais ou o cuidado de uma avó podem dizer muito sobre as relações entre as pessoas.
  • Um casamento parece mostrar a importância da vida como uma grande roda que não pára no tempo, cheia de vida que se vai renovando com amor.

Precisa de saber:

As fotografias deste artigo foram feitas nos Agostos, perto de Faro, no Algarve.

Foi dali, através das fotografias, que o fotógrafo tentou trazer aquilo que encontra num casamento: a importância que a vida tem, não apenas para os que se casam, mas também para todos os que fazem parte daquele momento.


Conclusão:

Hoje foi isto que vi.

Não foram apenas crianças, pais ou avós. Foram gerações inteiras reunidas por uma razão muito simples e, ao mesmo tempo, enorme: o amor pelos noivos.

Talvez um casamento tenha esta capacidade de nos mostrar, durante algumas horas, que o tempo não é apenas aquilo que passa. Também é aquilo que fica, aquilo que se transmite e aquilo que continua.

Pelo menos foi assim que hoje o fotógrafo de casamento viu as coisas.

E, para isso, também serviu a fotografia.


Se quiser que eu esteja lá

Há casamentos onde aquilo que mais me interessa fotografar não está necessariamente onde todos estão a olhar. Está nas pessoas, nos seus gestos e na forma como diferentes gerações acabam por se encontrar no mesmo dia.

Se é também isso que gostaria de guardar do seu casamento, pode falar comigo. Talvez eu encontre, no meio de tudo o que vai acontecer, algumas dessas coisas que só existem uma vez.


Por Fernando Colaço

Fotógrafo de casamentos Fernando Colaço. Estilo natural, discreto e fotojornalístico. Deixo que as fotos contem a história.