O Fotógrafo de Casamento: sessão de fotografia e retrato

Casal de noivos, depois da cerimónia do casamento na Quinta de Nossa Senhora da Serra, na várzea de Sintra, na sessão com o fotógrafo de casamento em Sintra.

NOIVOS e O FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Casal de noivos, depois da cerimónia do casamento na Quinta de Nossa Senhora da Serra, na várzea de Sintra, na sessão com o fotógrafo de casamento em Sintra.

Algumas fotografias das sessões com os noivos, durante o dia do casamento em várias zonas de Portugal


• You can read this post in English.

A entrada na fotografia de casamentos

Casal posando para o fotógrafo de casamento por entre estrutura quadrada.

Já escrevi várias vezes sobre o meu grande empenho — e o gosto que tenho — em fotografar os casais no dia do seu casamento. Penso até que esse entusiasmo por fotografar pessoas, sobretudo pessoas a viver momentos verdadeiramente especiais, terá sido um dos principais motores da minha entrada na fotografia de casamentos.

Também já falei da minha pouca atracção pela fotografia de paisagem. É curioso, no entanto, que seja precisamente nela que encontro uma das grandes aprendizagens necessárias para quem quer fazer fotografia com base no retrato.

É através da fotografia de paisagem que aprendemos a olhar para as grandes medidas: a composição, o equilíbrio, a harmonia, a proporção entre sombras e luzes, os volumes, os pontos de fuga e a relação entre todos os elementos dentro de uma imagem.

Tudo aquilo que faz com que uma fotografia — ou um quadro — nos atraia imediatamente aos olhos, esses primeiros e grandes provadores das sensações pictóricas.

Grandes planos que mostram emoções nas fotografias de casamento

O casal de recém casados ri muito na sessão de fotografia.

As pessoas são também grandes paisagens. E tornam-se ainda mais complexas quando fotografadas em grupo.

Da mesma forma que precisamos de descobrir o melhor ângulo para fotografar uma paisagem, também temos de encontrar o ponto de vista certo quando diante da lente está um casal no seu dia de casamento: em dia de gala, emocionalmente exposto, apaixonado, rodeado pelo espaço que escolheu para celebrar tudo aquilo que está a viver.

Como fotógrafo de casamento, reencontro aí um gosto antigo: fotografar pessoas. E, principalmente, fotografar pessoas enquanto vivem alguma coisa de muito especial.

A minha principal inspiração continua a ser o cinema. Por um lado, o melodrama dos anos 30 e 40, que me provoca uma certa nostalgia pelo romantismo — e que encontro no casamento por excelência. Por outro, o cinema mais contemporâneo, com os seus grandes planos capazes de nos aproximar das personagens e revelar aquilo que acontece entre elas.

É essa mistura que procuro levar para a fotografia de casamento: integrar os noivos no espaço com um certo classicismo de composição e, ao mesmo tempo, aproximar-me deles quando a emoção pede um plano mais fechado.

Olhares e afectos transformados em fotografias

Noivos numa sala do Convento do Espinheiro em Évora.

O que procuro é que os noivos se sintam exactamente como estão naquele dia.

Que se entreguem aos olhares, aos afectos e à proximidade. Que não estejam preocupados com a fotografia, mas com aquilo que estão a viver.

E, depois, observar como os seus corpos se escrevem à minha frente: a forma como se aproximam, como se tocam, como se olham, como ocupam aquele espaço juntos.

É nesse instante que as lentes, com a sua magia sobre o sensor, podem transformar tudo isso em fotografias que permanecem.

E é isso que deixa um fotógrafo de casamento satisfeito.

O retrato como memória na sessão de fotografias com os noivos

Os noivos, depois da cerimónia do casamento, sentados no bar do Convento Espinheiro.

A fotografia de casamento é o registo de momentos importantes, mas é também uma forma de preservar a essência de um dia único.

Como fotógrafo de casamento, tenho o privilégio de transformar sentimentos e emoções vividos pelos noivos em imagens que, muitos anos depois, poderão devolver-lhes uma parte da intensidade daquele dia.

O retrato tem aqui um papel fundamental.

Ao longo da minha experiência, a procura da melhor composição e da melhor forma de transmitir aquilo que torna cada casal único tornou-se uma das minhas maiores motivações. Não procuro apenas um rosto bem fotografado. Procuro a relação entre duas pessoas e a forma como essa relação se revela diante da câmara.

Por isso, numa sessão de fotografias com os noivos, há vários elementos que trabalham em conjunto:

  • A personalidade do casal, que dá sentido ao retrato.
  • A composição, que organiza pessoas, espaço, volumes e linhas.
  • A luz, que modela os rostos e ajuda a construir a atmosfera da imagem.
  • O ambiente, que contextualiza a fotografia e faz parte da história.
  • A observação e a paciência, indispensáveis para esperar pelo gesto ou olhar genuíno.

O retrato de casamento não se limita, portanto, à captura do rosto dos noivos. É uma composição em que o cenário, a iluminação, os corpos e as expressões se encontram para contar uma história.

E há sempre um momento certo para carregar no botão.

É preciso saber esperar por ele.

Grandes planos, grandes emoções: fotografias que falam por si

Noiva encostada ao noivo, de chapéu preto na mão, sob luz dourada numa sala no Convento do Espinheiro.

No dia do casamento, as emoções estão à flor da pele. A função do fotógrafo de casamento não é simplesmente produzir uma fotografia bonita, mas conseguir que a imagem conserve alguma coisa daquilo que aconteceu naquele instante.

Ao observar os noivos, a sua química e a forma como interagem, procuro também os planos mais próximos. Aqueles em que um olhar, um toque, um sorriso ou uma expressão passam a ocupar quase todo o espaço da fotografia.

É nesses grandes planos que, muitas vezes, a emoção se torna mais evidente.

A inspiração do cinema é fundamental para esta forma de olhar. O melodrama das décadas de 30 e 40 ensinou-me a apreciar uma certa intensidade emocional e uma determinada forma de aproximar a câmara das personagens. O cinema contemporâneo, por sua vez, continua a mostrar-me como um plano pode dizer muito sem precisar de explicar tudo.

Na fotografia de casamento, procuro essa mesma força.

Um olhar entre a noiva e o noivo pode dizer mais do que muitas palavras. Um abraço pode revelar a segurança de uma relação. Um gesto aparentemente pequeno pode tornar-se, anos mais tarde, numa das fotografias mais importantes daquele dia.

É por isso que gosto dos grandes planos: porque nos obrigam a ficar perto da emoção.

Transformar emoções em fotografias que permanecem

Sentados numa moto, os noivos festeja o seu casamento em Évora.

Um dos grandes desafios da fotografia de casamento, sobretudo quando fotografo os retratos dos noivos, é transformar uma emoção que existe naquele momento em algo visualmente forte e capaz de sobreviver ao tempo.

A minha missão como fotógrafo de casamento não é apenas registar o que aconteceu. É tentar criar imagens que continuem a fazer sentido quando o dia de casamento já estiver distante.

Um olhar trocado entre os noivos, um abraço apertado ou um sorriso sincero pode acontecer numa fracção de segundo. A fotografia, porém, permite que esse instante continue disponível para ser visto e sentido muitos anos depois.

As memórias de um casamento também não vivem apenas no grande acontecimento.

Estão nos detalhes, nos pequenos gestos, nas pessoas, nos espaços e nas relações que se estabelecem ao longo do dia. Estão também os convidados do casamento, na forma como participam na celebração e naquilo que acontece entre os momentos mais evidentes.

Para um fotógrafo de casamento, cada um desses elementos pode tornar-se parte da construção de um retrato e da narrativa visual do dia.

É essa possibilidade de transformar momentos fugazes em memória que continua a tornar a fotografia de casamento tão especial para mim.


Conclusão: o poder do retrato na fotografia de casamento

Noivos em frente um do outro, com fundo desfocado de plantas de jardim na Quinta do Roseiral.

A fotografia de casamento é um testemunho visual da jornada emocional dos noivos. O retrato é uma das formas mais poderosas de preservar esse testemunho porque nos aproxima das pessoas e daquilo que elas estão a sentir.

Através do retrato, um fotógrafo de casamento pode criar imagens que ultrapassam o instante em que foram feitas. Fotografias que permitem aos noivos reencontrar os seus olhares, os seus gestos e os seus afectos muito depois do dia ter terminado.

Cada imagem é um fragmento da história daquele casal.

Uma memória visual que pode ser revisitada ao longo dos anos e que, um dia, poderá também ser mostrada às gerações seguintes.

É essa permanência que procuro quando fotografo um casamento.


Vamos passar o dia do vosso casamento juntos?

Noivos  no jardim da Quinta do Roseiral em sessão de fotografia.

Se me escolherem para fotografar o vosso dia de casamento, quero estar presente não apenas para registar aquilo que acontece, mas para procurar os olhares, os gestos, os afectos e todos aqueles momentos que fazem a vossa história ser vossa.

Vamos criar fotografias com emoção, personalidade e memória — imagens às quais possam voltar durante toda a vida.



  • As fotografias que estão no artigo foram tiradas nas zonas de Lisboa, Sintra, Almada, Fátima e do Alentejo durante a sessão de fotografias com os noivos.

Texto e fotos: Fernando Colaço

Noiva sentada e noivo muito perto dela num pequeno bosque perto de Fátima.

Noivos com a sua filha a brincar ao fundo num jardim em Fátima.

O noivo e a noiva olham um para outro em fotografia a preto e branco.

Noiva encostada ao noivo banhados pelo sol de Sintra, na Quinta Nossa Senhora da Serra.

Folhas e ramos de uma árvore fazem moldura ao casal de recém casados, numa quinta em Sintra.

Casal de noivos sentados num cadeirão de vime na Quinta do Vale.

Noiva, com o ramo de flores na mão, abraça o marido na sessão com o fotógrafo de casamento.

Dentro do bosque do jardim da Quinta do Vale, os noivos namoram depois de casados.

Retrato do casal de recém casados no jardim da Quinta Serra em Sintra.

Dentro do bosque da Quinta da Serra em Sintra os noivos posam.

O casal de noivos, depois da cerimónia do casamento, em Lisboa, por entre a armação de uma janela.

Noivos, com plantas exóticas por trás, nas escadarias do Palácio da Cruz Vermelha em Lisboa.

Os noivos, durante a sessão de fotografia, acenam aos seus convidados.

O casal de noivos em sessão de fotografias, no jardim do Convento do Espinheiro em Évora.

Noiva sentada nos bancos da piscina do Convento do Espinheiro, com o bouquet na mão.

Noivo, carinhosamente, sopra para os olhos da sua mulher na sessão fotográfica no Convento do Espinheiro em Évora.

Por Fernando Colaço

Fotógrafo de casamentos Fernando Colaço. Estilo natural, discreto e fotojornalístico. Deixo que as fotos contem a história.